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Novos caminhos para o turismo

Manejo da roça tradicional guarani, na Terra Indígena Tenondé Porã, sul de SP. Foto: Luiza Calagian
Manejo da roça tradicional guarani, na Terra Indígena Tenondé Porã, sul de SP. Foto: Luiza Calagian

PROJETO ITINERÁRIOS DE RESISTÊNCIA REFLETE SOBRE
O TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA COMO FERRAMENTA PARA
DAR VISIBILIDADE A OUTRAS VISÕES DE MUNDO E MODOS DE VIDA

 

Um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19 tem sido o turismo, e o modelo de base comunitária, que funciona em menor escala e de maneira descentralizada, sofre ainda mais as consequências do isolamento e da crise econômica nestes dois últimos anos. Pensando nisso, o Sesc São Paulo lança no dia 11 deste mês o projeto Itinerários de Resistência, que consiste em um conjunto de materiais como livretos virtuais, vídeos, textos e fotos que propõem reflexões sobre o tema, disponíveis na plataforma do Sesc Digital.

Esse amplo material foi construído a partir de entrevistas com 62 lideranças comunitárias, pesquisadores, moradores e profissionais do turismo local que vivem em cinco regiões do estado (capital, interior, Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Sul, e Vale do Paraíba e Litoral Norte). “Nosso intuito foi jogar luz, no ambiente digital, sobre experiências de turismo desenvolvidas por 20 comunidades paulistas. O acervo do projeto inclui vídeos, músicas e outras publicações compiladas sobre as realidades desses homens e mulheres”, destaca Mayra Vergotti Ferrigno, assistente do Núcleo de Turismo Social do Sesc São Paulo.

Integra a programação, ainda, um debate sobre o tema a ser realizado pelo Sesc Ideias no dia 29/3, às 16h, no canal do YouTube do Sesc São Paulo, com a participação de Benedito Alves da Silva, líder comunitário do Quilombo Ivaporunduva, e Sueli Furlan, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), sob mediação da jornalista Mônica Nóbrega.

Dentre os temas abordados, estarão o papel de resistir ao apagamento de povos e modos de vida tradicionais e a luta por territórios, direitos fundamentais da cidadania, patrimônios imateriais e pela conservação ambiental, para que o turismo de base comunitária se reinvente e continue existindo de forma equilibrada, centrado nas pessoas, nas relações humanas e nas interações com a natureza. Para saber mais, clique aqui.

 

 

José Celso Martinez Corrêa em cena do documentário 22 em XXI (2021), na programação do SescTV. Divulgação
 

 

CENTENÁRIO DO MODERNISMO

Integrando programação do Sesc Diversos22, pelo centenário da Semana de Arte Moderna, o SescTV exibe no dia 22/3, às 21h, o documentário 22 em XXI (Brasil, 2021), concebido e dirigido por Helio Goldsztejn. A obra tem realização do canal e traz depoimentos de historiadores, sociólogos, filósofos e artistas como Caetano Veloso, Emicida, José Celso Martinez Corrêa, Maria Adelaide Amaral e Ruy Castro, que conversam e refletem sobre o modernismo e o que permanece dele no país. Disponível sob demanda a partir de 22/3 em: sesctv.org.br. Já o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (CPF) oferece a atividade online Moda e Modus na Semana de 22, com o professor e pesquisador Brunno Almeida Maia, entre 9/3 e 13/4 (quartas), das 19h às 21h, e o curso presencial Modernismo – As músicas dos anos 20 em Paris, Berlim e Nova York, com o jornalista e crítico musical João Marcos Coelho, nos dias 22/3, 29/3 e 5/4 (terças), das 15h às 17h. Inscrições e mais informações em: diversos22.sescsp.org.br/.

 

 

 

   

 

   LEGADO EM LIVRO

   Lançamento das Edições Sesc São Paulo, Antonio Candido: Afeto e Convicção (2022) reverencia a memória e o legado do sociólogo, crítico literário e professor universitário, em textos de familiares, amigos, pesquisadores, escritores e educadores, permitindo evidenciar sua personalidade generosa e sua vasta trajetória como pensador da complexa sociedade brasileira. A coletânea é organizada em três partes (O Homem, O Intelectual e O Professor) e resulta de um seminário realizado em 2018 pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (CPF), em parceria com a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) e com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), ambos da Universidade de São Paulo (USP). Saiba mais em: portal.sescsp.org.br/online/edicoes-sesc. Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Cena da animação Luminaris (2021). Divulgação
 

 

AMÉRICA LATINA ANIMADA

O SescTV estreia seis novos curtas latino-americanos de animação em março, dentro da faixa +Curtas. Vindas de países como Argentina, Costa Rica, Chile e Cuba, as produções reúnem histórias de amor e fantasia, reflexões sobre a sociedade, o trabalho e sonhos de cada personagem. O argentino Luminaris (2011), dirigido por Juan Pablo Zaramella, é uma das novidades da programação e está no Livro dos Recordes como o curta-metragem de animação mais laureado do mundo, com 324 prêmios. A estreia no canal será no dia 24/3, às 22h. Assista a esse e outros curtas em: sesctv.org.br/animacao.

 

 

Colagem com Glauber Rocha e a pergunta ao fundo: Os dias do capitalismo estão contados? Divulgação

 

CARTAS AO MUNDO

Com abertura em 2 de abril no Sesc Avenida Paulista, a exposição-manifesto Cartas ao Mundo, da diretora e artista multimídia Bia Lessa, apresenta movimentos coreografados diante dos visitantes, tendo como base a obra do cineasta Glauber Rocha (1939-1981) e as ideias de distopia, utopia, crise social e ambiental. Dividida em três capítulos audiovisuais (Asfixia, Mercadoria e O Comum), a exposição conta com a colaboração de Ailton Krenak, Guilherme Wisnik, Vitor Garcez, Flora Süssekind e mais de 80 artistas que cederam imagens de suas obras. Na imagem, registro de obra do capítulo Mercadoria. Até 29 de maio, gratuito. Visite: sescsp.org.br/unidades/avenida-paulista.

 

 

Cena de Blanche (2016), com Marcos de Andrade no papel principal. Foto: Evelson de Freitas
 

 

GRANDES PEÇAS SOB DEMANDA

O Centro de Pesquisa Teatral Sesc (CPT_SESC) criou um projeto para resgate dos principais espetáculos e trabalhos do grupo. Um dos destaques é Blanche, peça dirigida por Antunes Filho (1929-2019) em 2016 e adaptada de uma das mais célebres obras da dramaturgia norte-americana: Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. A montagem é toda falada em fonemol, uma língua inventada pelo diretor do CPT com base na sonoridade do idioma russo. Antunes Filho a utilizou pela primeira vez em 1991, na estreia de Nova Velha Estória, inspirada no conto de Chapeuzinho Vermelho. Protagonizada por Marcos de Andrade, Blanche trata de uma sociedade decadente. Confira em: sesc.digital/conteudo/teatro/41926/blanche.